Plano de Gerenciamento

Resíduos Sólidos são todo material, substância, objeto ou bem, que resultam das atividades humanas em sociedade, que exijam solução técnica para o adequado descarte. Podem ter origem doméstica, urbana, comercial, construção civil, industrial, hospitalar, agrícola, transporte e mineração.
Os resíduos devem ser destinados de acordo com as suas características e depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis, podem ter a disposição final ambientalmente adequada em aterros sanitários licenciados pelo órgão ambiental.
A 1A Formiga propõe aos clientes o gerenciamento integrado dos resíduos sólidos com o objetivo de apresentar soluções operacionais e tecnológicas para coletar, transportar, tratar e dispor os resíduos com vistas ao desenvolvimento sustentável.
O gerenciamento de resíduos envolve as seguintes fases:

  • Classificação;
  • Segregação;
  • Acondicionamento;
  • Identificação;
  • Armazenamento temporário;
  • Coleta;
  • Transporte;
  • Tratamento;
  • Disposição final.

1ª Etapa: Classificação

Para a classificação dos resíduos é necessário verificar as atividades ou processos que deram a sua origem e por consequência suas características.
Quando as atividades ou processos são desconhecidos ou quando os resíduos são de origem de processos produtivos complexos faz-se necessária a análise de amostras do resíduo, em laboratórios credenciados para esta finalidade.
O laboratório irá submeter as amostras a testes de lixiviação e solubilidade, utilizando métodos de análise adotados mundialmente e emitirá um laudo contendo as principais características identificadas e a classificação do resíduo de acordo com a Norma NBR 10.004 da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.
Os resíduos serão classificados em:

  • Classe I – Perigosos: Apresentam risco à saúde pública e/ou ao meio ambiente, caracterizando-se por possuir uma ou mais das seguintes propriedades: inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade.
  • Classe II – Não Perigosos: Não apresentam risco à saúde pública e/ou ao meio ambiente.
    • Classe IIA – Não Inertes: Podem ter propriedades como combustibilidade, biodegradabilidade ou solubilidade, porém, não se enquadram como resíduos Classe I ou Classe II-B (Inertes).
    • Classe IIB – Inertes: Não tem constituinte algum solubilizado a concentração superior ao padrão de potabilidade de água, excetuando-se cor, turbidez, dureza e sabor.

Os laudos de caracterização contendo o enquadramento e classificações do resíduo devem ser elaborados por responsáveis técnicos habilitados.

2ª Etapa: Segregação

É considerada a etapa mais importante do gerenciamento, trata-se da separação dos resíduos de acordo com a sua composição com o objetivo principal de realizar tratamento adequado a cada um dos compostos.

3ª Etapa: Acondicionamento

Consiste no ato de embalar os resíduos segregados, em sacos ou recipientes que evitem vazamentos e resistam ao rompimento.
As embalagens devem ser fabricadas em conformidade a normas técnicas, observada a compatibilidade entre o material de constituição e a composição dos resíduos a serem embalados.
A capacidade dos sacos ou recipientes de acondicionamento adquiridos e utilizados deve ser compatível com a geração diária de cada tipo de resíduo.
O fechamento deve ser feito com dispositivos específicos ou, no caso de sacos plásticos, com nós.

4ª Etapa: Identificação

Consiste no conjunto de medidas, que permite o reconhecimento dos resíduos contidos nas embalagens e recipientes, fornecendo informações ao correto manejo dos resíduos.
A identificação deve ser colocada nas embalagens, nos recipientes de coleta interna e externa, nos recipientes de transporte interno e externo, e nos locais de armazenamento, em local de fácil visualização, de forma indelével, utilizando-se símbolos, cores e frases, atendendo aos parâmetros referenciados nas Normas ABNT NBR 12809/1993 e NBR 7500/2009, além de outras exigências relacionadas à identificação de conteúdo e ao risco específico de cada grupo de resíduos.
A identificação dos sacos de armazenamento e dos recipientes de transporte poderá ser feita por adesivos, desde que seja garantida a resistência destes aos processos normais de manuseio das embalagens e recipientes.

5ª Etapa: Armazenamento Temporário

Local onde são colocados os resíduos após o acondicionamento. Quando a quantidade gerada é pequena são armazenados em um local dentro da própria edificação. No entanto quando a geração é grande os resíduos são armazenados em abrigo ou central de resíduos.
O abrigo ou central de resíduos é um local construído para a guarda dos recipientes ou embalagens até a realização da coleta, em ambiente exclusivo com acesso facilitado para os veículos que realizam a coleta externa e restrito aos funcionários do gerenciamento de resíduos.
O abrigo de resíduos deve ser dimensionado de acordo com o volume de resíduos gerados, com capacidade de armazenamento compatível com a periodicidade de coleta.

6ª Etapa: Coleta

O serviço de coleta de resíduos requer dimensionamento e programação, abrangendo as seguintes definições para realização da logística:

  • Tipo de resíduos a serem transportados;
  • Estimativa do volume de resíduos a ser coletado;
  • Definição das frequências de coleta;
  • Definição dos horários de coleta (para domiciliar);
  • Dimensionamento da frota dos serviços;
  • Definição dos itinerários de coleta.

A coleta seletiva é um sistema de recolhimento de materiais recicláveis, tais como papéis, plásticos, vidros, metais e “orgânicos”.
Normalmente, são usados recipientes coloridos e em cores que acompanham uma padronização já estabelecida, ou seja:

  • Verde para vidro;
  • Azul para papel;
  • Vermelho para plástico;
  • Amarelo para metais.

7ª Etapa: Transporte

A escolha de determinado tipo de veículo de transporte está condicionada aos seguintes fatores:

  • Tipo de resíduos;
  • Quantidade de resíduos;
  • Forma de acondicionamento dos resíduos;
  • Condições de acesso ao ponto de coleta;
  • Local de destino final dos resíduos.

Quando a distância entre o local de coleta e o local de destino é muito grande pode ser realizado o transbordo dos resíduos.
A estação de transbordo é o local onde é realizada a transferência dos resíduos dos caminhões coletores compactadores para carretas com maior capacidade de carga.
Tem por objetivo otimizar o transporte de resíduos de sua origem até os aterros sanitários, reduzindo o número de veículos em circulação pela cidade e, portanto, contribuir para melhorar o trânsito e as condições ambientais.

8ª Etapa: Tratamento

O tratamento de resíduos consiste no conjunto de métodos e operações necessárias para respeitar as legislações aplicáveis aos resíduos, desde a sua produção até o destino final com o intuito de diminuir o impacto negativo na saúde humana, assim como no meio ambiente.
Pode consistir numa disposição final, ou um tratamento intermédio, que diminua a periculosidade dos mesmos, possibilitando a sua reutilização ou reciclagem.

  • Tratamento de Resíduos Orgânicos

Entre os principais métodos de tratamento de resíduos orgânicos temos a Compostagem e o Aterramento.

  • Compostagem é a transformação, por processo biológico (decomposição), da matéria orgânica contida em restos de origem animal ou vegetal em adubo natural. Contribui com a redução em até 70% dos resíduos destinados ao aterro sanitário.
  • Aterro Sanitário é a prática de dispor os resíduos sólidos no solo previamente preparado para recebê-los, de acordo com critérios técnico-construtivos e operacionais adequados, e com licenciamento ambiental de acordo com a Resolução CONAMA 237/97.

  • Tratamento de Resíduos Inorgânicos

A reciclagem é designada como o reaproveitamento de materiais beneficiados como matéria prima para um novo produto. O conceito de reciclagem serve apenas para os materiais que podem voltar ao estado original e ser transformado novamente em um produto igual em todas as suas características.
A reciclagem pode trazer vários benefícios, entre eles:

  • Diminuição da quantidade de resíduos a ser aterrada;
  • Preservação de recursos naturais;
  • Economia de energia;
  • Diminuição de impactos ambientais;
  • Novos negócios;
  • Geração de empregos diretos e indiretos.

A reciclagem é uma atividade econômica que deve fazer parte de um conjunto de ações integradas que visam um melhor gerenciamento dos resíduos. Não se devem segregar materiais para reciclagem caso não haja demanda significativa dos mesmos.

  • Tratamento de Resíduos Inertes da Construção Civil

É um tipo de resíduo, que devido as suas características e composição físico-química não sofre transformações físicas, químicas ou biológicas, mantendo-se inalterados por um longo período de tempo.
O principal exemplo de resíduos inertes é o entulho, resultante da construção civil.
Os impactos negativos causados pela disposição irregular dos resíduos sólidos de perdas da construção civil são um dos maiores problemas enfrentados atualmente pela gestão urbana. O descarte irregular causa obstrução dos elementos de drenagem urbana, degradação de mananciais, poluição nas vias públicas, principalmente nas áreas periféricas, proliferação de insetos, roedores e outros organismos vetores de doenças, e o consequente prejuízo à saúde do cidadão e aos cofres públicos.
A quantidade de entulho gerado nas construções demonstra a ineficiência do processo construtivo. Os custos desta ineficiência são distribuídos por toda a sociedade, não só no aumento do custo final das construções, como também nos custos de remoção e tratamento do entulho.
Para solução desta problemática tem sido utilizada a reciclagem como tratamento.
O processo de reciclagem de resíduos da construção civil para a obtenção de agregados e finos envolve basicamente a seleção dos materiais recicláveis do entulho, a trituração em equipamentos apropriados e a posterior classificação de acordo com a composição/granulometria.
A reciclagem de entulho tem, como principal objetivo, transformar os custos sociais em custos públicos ou privados. A reciclagem visa melhoria do meio-ambiente pela redução do número de áreas de deposição clandestina, consequentemente reduzindo os gastos da administração pública com gerenciamento de entulho.
A matéria-prima obtida pode ser novamente utilizada na indústria da construção civil como, por exemplo, em: base e sub-base de rodovias, peças pré-moldadas não estruturadas, briquetes para calçadas, blocos muros e alvenaria de casas populares, agregados miúdos para revestimento, agregados para a construção de meios-fios, bocas-de-lobo e sarjetas, entre outros.

  • Tratamento de Resíduos Perigosos

Entre as diversas tecnologias disponíveis para o tratamento de resíduos perigosos inflamáveis, corrosivos, reativos e tóxicos as principais são:

  • Incineração é um tratamento térmico por oxidação rápida através da combustão de 900°C à 1200°C e, durante esse processo, são totalmente descaracterizados, resultando em cinzas.
  • Co Processamento é a tecnologia onde os resíduos químicos perigosos são misturados em um “blend”. A energia contida nestes resíduos químicos perigosos é aproveitada em fornos de cimento.
  • Pirólise é um processo de decomposição ou de alteração da composição de um composto pela ação de calor (350°C à 450°C), onde ocorre a ruptura da estrutura molecular em um ambiente com pouco ou nenhum calor.
  • Manufatura Reversa é utilizada para alguns resíduos perigosos, como pilhas, baterias, óleos (inclusive o de cozinha) e graxas, lubrificantes e lâmpadas podem ser reciclados.

As tecnologias consolidadas mundialmente para o tratamento de resíduos perigosos patogênicos são:

  • Autoclave é o tratamento que ocorre em um vaso de pressão especial em contato com vapor saturado em alta pressão (3,2 BAR) por um período de tempo pré-determinado à 140°C. Após a esterilização os resíduos são triturados, descaracterizados fisicamente.
  • Microondas é a tecnologia onde os resíduos são tratados por ondas eletromagnéticas que elevam a temperatura a 100°C em um sistema fechado e automatizado.
  • Eletrotermodesativação os resíduos são triturados e entram em um duto onde ocorre a desinfecção dos microrganismos à 100°C pela ação de ondas eletromagnéticas de baixa frequência por um determinado período de tempo, sendo combinado com a injeção de vapor d água diretamente sobre os resíduos.

9ª Etapa: Disposição Final

É a prática de dispor os rejeitos no solo previamente preparado para recebê-los, de acordo com critérios técnico-construtivos e operacionais adequados, e com licenciamento ambiental de acordo com a Resolução CONAMA 237/97

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